sábado, 15 de junho de 2013

Manter a razão pra não perder a razão


Esta semana, o Brasil acompanhou pelas notícias a onda de protestos gerada pelo reajuste das passagens de ônibus. Muitos usuários de transportes coletivos têm como abusiva a nova tarifa. Enquanto que, para o governo, o preço está muito abaixo da inflação acumulada. Entendo que a população tem o direito de expor sua opinião e suas reclamações. Mas percebo que não da forma como os protestos se desenrolaram.

Sorrateiramente, o monstro da inflação está mostrando sua cara. É um reajuste aqui, outro ali, e o preço de tudo está aumentando. Quem vai ao supermercado semanalmente percebe que, aos poucos, o preço das mercadorias está aumentando. Sabe, o que preocupa o povo é o montante. Sobe um pouquinho o valor da passagem, sobe outro pouquinho a alimentação, o vestuário, a escola e material escolar dos filhos e assim por diante. No fim das contas, haja dinheiro pra se passar o mês! O povo está cansado de trabalhar e não ver a cor do dinheiro. Só dá pra vivência (e olhe lá!)! E o lazer? E o poder comprar algo que se deseja sem que isso cause um rombo no orçamento? E a desigualdade social que se vê começando pelo que se ganha? E tantos impostos que se paga sem se ter o retorno? Essa é a revolta do povo. É uma revolta justa! O povo não aguenta mais! O governo precisa dar retorno do dinheiro dos impostos em melhorias na saúde, na educação entre outros. E também tomar medidas imediatas pra conter a inflação, sem com isso sacrificar mais ainda o Zé Povinho que se encontra debaixo do tacão. Sim, pois ninguém se sente realmente livre quando está preso pela preocupação financeira. Isso é uma realidade. Queria ver quem diz que não é bem assim viver com o salário com que a maioria da população sobrevive!

Por outro lado, as manifestações violentas que assistimos são lamentáveis. Não é com quebra-quebra, não é com baixaria que a população conseguirá ter suas reivindicações atendidas pelo governo. Daí, alguém pode dizer: "Mas chamamos a atenção do governo!" Sim, mas de uma forma negativa. Chamaram a atenção da mesma forma que um grande acidente de trânsito chama: foi um verdadeiro desastre! E também foi um tiro no próprio pé! Tudo o que foi destruído durante as manifestações está gerando um ônus para os Estados e para os municípios envolvidos. E de onde sairá a verba pra pagar os prejuízos? Não será, por acaso, do bolso do próprio contribuinte, do próprio povo? Pensa, Zé Povinho, pensa! 

Lembrei de um versículo bíblico que vem bem a calhar. Diz assim: "Teme [respeite] ao SENHOR, filho meu, e ao rei [aos governantes] e não te associes com os revoltosos." (Provérbios 24.21) Por que Deus nos ensina a não nos associarmos com os revoltosos? Uma das razões é porque a pessoa revoltosa (levada pela revolta negativa) age de forma irracional e, consequentemente, perde a razão naquilo pelo qual está pleiteando. O indivíduo pode estar no seu direito, pode ter razão na sua reivindicação. Mas se "desce do salto", perde a razão no assunto em questão, passa a não ser mais ouvido e é tratado como um problema. E, de problemas, todo mundo quer distância, não é mesmo? Nesse caso das passagens, acabará é permanecendo o novo valor da tarifa e ponto final. O povo tem direito de manifestar seu descontentamento, e tem direito a ter suas reivindicações justas atendidas.  Mas veja bem como lutará pelos seus direitos. Que seja de uma forma digna, pelo amor da mãe do guardinha lá da esquina!

Então, o que deixo como mensagem central da minha fala (ou melhor, do meu escrito) é: Mantenha a razão pra não perder a razão!


Até a próxima!



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