Mostrando postagens com marcador religiosidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religiosidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Da indiferença para com Deus

 

 

Estava pensando sobre algo. É comum vermos cristãos ficarem chateados quando são zombados, quando são maltratados de diferentes formas. Claro que não é algo do bem, tampouco agradável, mas deveriam ficar felizes e fazer uma coisa: olhar além das circunstâncias aparentes. E tentar se pôr no lugar das pessoas que os maltratam. Elas são almas e, como almas, têm pensamentos e sentimentos. Porém, esses pensamentos e sentimentos estão muito bagunçados, tanto que elas têm esse tipo de atitude.

Sabe, em se tratando de salvação da alma, a pior coisa para uma pessoa é a indiferença, a apatia espiritual. Então, é preferível os cristãos serem debochados e maltratados. Sabe por quê? Porque é sinal de que, pelo menos, a pessoa não está indiferente, apática. É sinal de que algo nos cristãos está incomodando, mesmo quando eles estão na deles, cuidando das próprias vidas quietamente. E quando as pessoas gostam dos cristãos também é bom. Ou seja, o posicionamento (gosto ou não gosto) é importante. Não para os cristãos, porque eles sabem quem são em Cristo, e que são amados por Ele. Isso lhes basta. Mas para os incrédulos e para os religiosos é importante esse posicionamento porque a pior coisa para a salvação da alma de uma pessoa é a apatia espiritual. O tanto faz como tanto fez. O indiferente coloca a si mesmo numa situação pior que a do ateu. Por quê? Porque o ateu se posicionou. Enquanto que o indiferente se ilude e se conforma em dizer que crê na existência de Deus, que tem fé em Deus, etc... (o que não o faz melhor do que um demônio, pois os demônios também creem que Deus existe...).

Então, cristão, da próxima vez que você for alvo da antipatia ou da admiração alheias, fique feliz. É sinal de que você é um bem-aventurado, e de que essas pessoas que se posicionam estão mais perto da salvação do que você possa imaginar! Só depende delas...

 Até a próxima!



sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Fé sem graça


“Eu vivo pela graça de Deus e não pelas obras da Lei; Jesus já sacrificou por mim; então não tenho de sacrificar.”

Esses e outros tantos argumentos têm sido sobejamente usados pela maioria dos crentes.
Mas eu pergunto: se a fé não precisa ser acompanhada de sacrifício, por acaso a graça de Deus que dispensa o sacrifício lhes dá o direito de se viver na carne? De se manter pecados escondidos por anos a fio?

A realidade é que aqueles que pregam a “Graça” não têm a menor ideia do que ela, de fato, significa. Enganosamente, ensinam que a graça é como um cartão pré-pago ilimitado que Jesus já pagou por nós. Então, podemos aceitá-lO e gastar os créditos daquele cartão por tempo indefinido. Se a pessoa pecar, é só pedir perdão, pois tem créditos infinitos com Deus. Se amanhã cair no mesmo pecado, é só usar os créditos novamente. Sem necessidade de arrependimento, sem necessidade de mudança de direção. Pode-se contar apenas com suas boas intenções, seu remorso e um pacote de desculpas: “a carne é fraca”, “não consigo resistir”, “é mais forte do que eu”…

Por causa desse engano, muita gente que acredita ter lugar garantido no Céu tem ido para o inferno. Assim como a verdadeira fé não tem nada a ver com religião, a verdadeira graça não tem nada a ver com ausência de sacrifício. Pelo contrário, a graça dá ao ser humano uma responsabilidade que ele não tinha antes. Se antes ele estava preso ao pecado, agora não tem mais essa desculpa. Já recebeu a liberdade e o direito à Salvação.

Agora, o homem é responsável por se manter no Caminho da Salvação e, para isso, as regras da graça são bem claras: quem quiser vir a Jesus, tem de negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lO. Três níveis de sacrifício. O Senhor Jesus nos apresenta a Sua graça, isto é, Seu favor, o presente que não merecemos, como algo tão precioso que um homem venderia tudo o que tem para comprá-lo. Vale o sacrifício da obediência, vale o sacrifício de negar a si mesmo, vale o sacrifício de perdoar a quem nos ofende, vale o sacrifício de deixar a velha vida, vale o sacrifício de se desconectar de certas pessoas, coisas e convicções. Vale todo o sacrifício que a verdadeira graça exige.

Bispo Edir Macedo

Fonte: https://blogs.universal.org/bispomacedo/2019/12/12/fe-sem-graca/


 
 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Um cego de nascença e sua fé

Tanque de Siloé

A foto acima é do Tanque de Silóe (ou Reservatório de Siloé ou Piscina de Siloé), marco situado na parte inferior da inclinação sul de Ophel, o local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de Davi, agora ao sudeste (parte externa) das paredes da antiga cidade. O reservatório era um receptáculo para as águas da Fonte de Giom, que eram levadas para lá por dois aquedutos - o canal da Idade do Bronze descoberto em 1867 por Charles Warren (um canal de água no fundo da caverna num corte reto de uns 20 metros que era coberto com lajes de rocha) datado da Idade do Bronze 1800 a.C., e o Túnel de Ezequias (um túnel construído na rocha, do tempo do reinado do rei Ezequias 700 a.C.)*

Estava lembrando da vez em que o Senhor Jesus curou, de uma forma insólita aos olhos dos religiosos da época, um cego de nascença conhecido na região. Está registrado no capítulo 9 do Evangelho de João. Todos que transitavam pela rua o viam assentado mendigando. Jesus, vendo que o cego tinha fé pra ser curado, cuspiu no chão, fez lodo misturando saliva com terra e untou os olhos do homem com o lodo. Isso num dia de sábado que, segundo o Judaísmo, é um dia para ser guardado, um dia de descanso de todas as atividades. Então, Jesus disse para o cego ir até o Tanque de Siloé lavar os olhos. Ele foi e, daquele momento em diante, passou a ver!

Estava meditando em cima desse acontecimento que tem tanto a nos ensinar! Começando em porquê Jesus fez lodo com saliva e terra, e aplicou nos olhos do cego. De certo, o cego já ouvira falar dos feitos de Jesus e, quem sabe, até sonhava em ser curado. Quando Jesus agiu assim, fez algo pra ajudar o cego a crer. Coloco-me no lugar dele, se fosse eu em quem o Messias tivesse passado uma pasta nos olhos, me dizendo que eu fosse me lavar que seria curada! Com certeza, aquele homem foi com convicção rumo ao tanque!

Outra coisa que aprendo com esse episódio é a perseverança pra alcançar aquilo que buscamos da parte de Deus. O cego teve de se deslocar até o tanque pra poder se lavar. E, como você pode ver na foto acima, está localizado numa parte baixa, com uma escadaria pra poder chegar até lá. O cego teve de descer toda a escadaria pra poder se lavar. Mas ele estava determinado, aquele era o dia em que ficaria curado. E, não olhando pras dificuldades, foi até o local do tanque, desceu a escadaria, se lavou e passou a ver!

Também observo a diferença entre a fé genuína e a fé religiosa. O fato do Senhor Jesus ter curado um cego de nascença usando lodo e, ainda por cima, num dia de sábado, deixou os religiosos pra lá de irados! Jesus viu o sofrimento daquele homem e ofereceu o que Ele tinha pra oferecer: cura, libertação e salvação. Já os religiosos não sentiam a dor do povo, nem tinham nada pra oferecer além de ritos vazios que não traziam libertação da dor nem certeza de salvação da alma. Eram hipócritas, como certa vez Jesus disse a eles: "Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?" (Lucas 14.5) Se eles faziam isso por um animal, por que seria errado ajudar no sábado um ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus?!?! Mas a fé religiosa é assim, não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois são antagônicas entre si. A mente de Altíssimo não cabe no "486" do ser humano, nem dá pra se colocar "dentro da caixinha" da religiosidade. 

O caminho pra entender as coisas de Deus, e pra receber o que vem da parte Dele, passa pela fé pura, humildade e sinceridade. Quem chega a Deus apresentando esses quesitos, com certeza, tal como aconteceu com o cego de nascença, não apenas receberá as bênçãos de Deus. Mas também terá um encontro pessoal com o Autor das bênçãos e herdará a vida eterna! 


P.S.: Recomendo a leitura atenta do capítulo 9 do Evangelho de João. É muito interessante e instrutivo. Além de engraçado também, porque o ex-cego, na educação, "dá nos dedos" dos religiosos fariseus quando interrogado por esses sobre sua cura. 😀
 

 
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...