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sábado, 20 de janeiro de 2024

Por que a cruz vazia?

 




[Disse Jesus]: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá..."

(João 11.25)

Essa é uma pergunta que vem à mente de algumas pessoas quando veem uma cruz vazia. Afinal, por que a cruz dos cristãos evangélicos é representada sem a imagem do Cristo morto?

Respondendo para sanar a dúvida: a cruz, por si só, sem a imagem, já representa o sacrifício do Senhor Jesus. Sempre que vemos uma cruz lembramos de seu sofrimento e morte por nós. Cristo morreu em nosso lugar, o justo pelos injustos; pois só o perfeito sacrifício, de alguém sem pecado, poderia redimir a alma de quem Nele crer e passar a viver para Ele.

E também porque a cruz vazia nos lembra que Jesus ressuscitou. Ele não está mais na cruz. Se Cristo tivesse morrido, mas não tivesse ressuscitado, a Obra de redenção da humanidade ficaria incompleta. Mas porque Ele vive, quem Nele crê, e vive para Ele, tem a certeza de que também viverá eternamente na Sua presença!

Jesus morreu pra nos salvar, a cruz nos lembra seu sacrifício por nós. Mas ela está vazia porque Ele venceu a morte. Jesus ressuscitou!

Até a próxima!

P.S.: Mas existe mais um motivo super importante para a cruz ser vazia. No próximo post, falarei a respeito.

 


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Do tempo, da fé e da vida

 

Provavelmente, você acha que este ano está passando rápido demais, não é mesmo? Pelo menos na minha percepção, cada ano está passando mais rápido do que o anterior. Não sei se você já parou pra observar isso.

Tempos atrás, meditando sobre a rapidez com que o tempo tem passado, lembrei de uns versículos bíblicos. Neles, o Senhor Jesus fala palavras muito interessantes que explicam o porquê dessa velocidade com que as horas, os dias, os meses e os anos estão se indo.

No capítulo 24 do Evangelho de Mateus, Ele está falando a respeito do final dos tempos, de como estará o mundo logo antes da Sua volta pra buscar o Seu Povo (o arrebatamento). Então, em certo momento, Jesus diz assim:

"Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados." (Mateus 24. 21-22)

Nessas palavras do Senhor Jesus, vemos a razão do abreviamento do tempo. Os dias que antecedem o arrebatamento são dias como os que já estamos vivendo. E as pessoas que buscam agradar a Deus têm sofrido por terem de viver nesse mundo cheio de maldade, egoísmo, desumanidade.  

Na parábola da viúva que importunava o juiz iníquo pra que ele julgasse sua causa, Jesus diz: "Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra? (Lucas 18.7-8)

Deus tem apressado o dia da Sua vinda visando a salvação do maior número possível de almas. Tanto as almas daqueles que ainda não Lhe pertencem, quanto visando manter a salvação daqueles que já estão no Seu Reino. O que não é uma tarefa fácil! Pois como o Senhor Jesus mesmo já havia profetizado, os dias que antecederiam o arrebatamento seriam dias como os que estamos vivendo. Dias de incredulidade, de ateísmo, de zombaria contra Deus. Dias em que a fé genuína realmente tem se tornado mercadoria rara. Religião e religiosidade não faltam no mundo. Mas fé pura, muita gente não tem e nem sabe o que é, infelizmente. E sem fé verdadeira, é impossível a salvação da alma. Pode ser uma fé bem pequena, como um grão de mostarda (já viu um grão de mostarda? É do tamanho de uma cabeça de alfinete). Mas tem de ser uma fé genuína.

Grão de mostarda que, quando plantado em uma boa terra, se transforma em uma grande árvore!

Quem sabe, você que está lendo estas linhas parou pra pensar e percebe que não tem tido uma fé verdadeira. Até hoje, viveu como achava que devia viver. Mas percebe em si um vazio interior, um medo só em pensar no futuro e na vida após a morte. Ou quem sabe, até professe uma religião, mas se encontra vazio, infeliz e com medo do amanhã tanto quanto quem não é religioso. Saiba que Jesus nunca pregou religião. Afinal, se religião resolvesse alguma coisa, não teriam tantas pessoas religiosas (sobre)vivendo vazias, tristes, oprimidas... Deus veio ao mundo em forma de homem anunciando o Reino de Deus. E a porta de entrada pra esse Reino é o Senhor Jesus! Ele, que não é mentiroso, testificou de Si mesmo dizendo ser o caminho, a verdade e a vida. E que ninguém vem ao Pai (Deus), a não ser por Ele (Evangelho de João 14.6).

E hoje, Deus convida você a entrar por essa Porta da salvação. Entre por este Caminho (Jesus). Caminhando por ele, você encontrará a Verdade (Jesus e Sua Palavra). E, enfim, encontrará a Vida (aqui e na eternidade). Tudo se resume em Jesus, Nele que é o caminho, a verdade e a vida. Reconheça diante de Deus o quanto você precisa Dele. Arrependa-se de seus pecados, abra mão de seus 'achismos' e entregue sua vida a Ele. Aceitar ou não este convite de Deus: agora, depende de você. O tempo está passando e não volta mais. Não perca mais tempo!

Deixo um vídeo de fato ocorrido em agosto deste ano. Um homem relata o que aconteceu com ele durante os dois minutos em que esteve morto devido a uma parada cárdio-respiratória. Creio realmente em seu testemunho. Creio por fé, mas também porque tenho pessoas na minha parentela, e outras conhecidas, que passaram por experiência semelhante. Vale a pena assistir!







terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Realmente, não dá pra esquecer

A tragédia ocorrida na madrugada do dia 27/01, na cidade de Santa Maria/RS, deixou o Brasil e o mundo chocados. Mais de duzentos jovens tiveram suas vidas ceifadas estupidamente. 

Na flor da idade, tiveram seus sonhos e projetos enterrados de forma abrupta. Quem dentre aqueles jovens pensaria que domingo passado seria seu último dia de vida? E os familiares então, que foram pegos de surpresa com a terrível notícia? Agora, é que estes devem estar "caindo na realidade" do que aconteceu. Pois, geralmente, a primeira reação é de perplexidade. Parece que aquilo não pode ser verdade, que não passa de um pesadelo do qual se acordará aliviado.

No jornal Zero Hora de hoje, o colunista David Coimbra publica um artigo que gostei muito, pois me identifiquei com o pensar dele. E gostaria de compartilhar com vocês o que ele escreveu. Aos familiares das vítimas, o que dizer numa hora dessas? Que Deus os console, anime e fortaleça, que a vida continua. Aos cristãos, estejamos orando e jejuando em favor dos sobreviventes e de seus familiares. E, como disse o Senhor Jesus, sigamos trabalhando enquanto é dia, pois a noite vem, quando não se pode fazer mais nada. A madrugada do dia 27/01/2013 foi a noite praqueles jovens.






NÃO CONSIGO ESQUECER

David Coimbra

Vi uma menina em meio aos cadáveres, no ginásio de Santa Maria.

Não consigo esquecer aquela menina.

Eu estava caminhando pelos corredores de corpos das vítimas do incêndio na boate, estava angustiado com o cenário de horror. Na verdade, não sabia exatamente o que pensar nem o que sentir, e ainda estou pensando, ainda estou sentindo.

Então, avancei pelo corredor central, até onde haviam sido dispostas as mulheres, todas elas cobertas até a cintura por uma lona.

E a vi.

Ela estava deitada à direita do corredor principal, numa das fileiras frontais. Era uma moreninha de cabelos pretos e lisos que lhe escorriam até um palmo abaixo dos ombros. O que primeiro me chamou a atenção foram, exatamente, os cabelos. Pareciam estar penteados. Tinham brilho. Em seguida, olhei bem para seu rosto. Era bonita, de feições delicadas, boca e nariz pequenos. Os olhos escuros estavam semiabertos, como se ainda enxergassem ou estivessem se abrindo de um sono reparador. Era muito jovem. Quantos anos teria? Dezoito? Dezenove no máximo.

Eu ia para um lado e para outro, mas acabava voltando e olhando-a. Por algum motivo, precisava olhá-la. Pensei que parecia uma menina bem cuidada. Sim, uma menina tratada com doçura, como têm de ser tratadas as meninas. Devia ser o orgulho dos pais, a paixão dos avós. Provavelmente estudava nos semestres iniciais de alguma das faculdades de Santa Maria. Talvez Veterinária. Sim, aposto que era Veterinária, a menina devia adorar bichos.

Devia ser uma menina alegre, que iluminava os locais em que chegava. Devia estar no primeiro namorado, nos primeiros beijos, nas primeiras dores de amor. Espantoso como dela emanava serenidade. A impressão era de que logo se ergueria dali, sorridente e estremunhada do adormecer, e olharia para mim, e me cumprimentaria com leveza, e sairia daquele lugar macabro com passos de quem já foi bailarina.

Lembrei de uma história contada no Evangelho de São Marcos. Jesus chega ao velório de uma menina. Todos choram, e ele diz:

- Por que estão chorando? Ela não está morta, está apenas dormindo.

As pessoas caçoam de Jesus, mas ele se aproxima do corpo e ordena:

- Talita, cumi!

Ou seja:

- Menina, levanta!

E a menina se levantou para a vida.

Pensei que aquela menina de Santa Maria poderia se levantar para a vida naquele momento. Porque ela parecia, mesmo, viva. Tão bela, tão criança, tanto para fazer neste mundo. E aí olhei para ela e pensei: menina, levanta! E, por um momento, acreditei que ela pudesse, de fato, se levantar. Olhei, olhei, mas ela não se mexia. Como podia, aquela menina ali? Não podia. Não devia. E de novo pedi: menina, levanta! E a fitei, fixamente. Levanta, menina, pedi outra vez. Levanta. Levanta. Levanta. Levanta.




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